Sabe aquele filme que você gostaria muito de assistir mas que dificilmente vai encontrar na locadora e muito menos na rede Cinemark? Pois bem....
Amanhã, dia 14, na Fundação Cultural Badesc (ali pra trás da Catedral, atrás do Teatro Álvaro de Carvalho, na frente do Flop, na Visconde de Ouro Preto) vai rolar o lançamento para a distribuição nacional dos filmes A MÃO DO MACACO, de Jefferson Bittencourt; ANGELO, O COVEIRO, de Renato Turnes; e SE EU MORRESSE AMANHÃ, de Ricardo Weschenfelder.
A exibição dos curtas começará às 19 horas e na sequência haverá um debate sobre a distribuição de filmes independentes no Brasil.
A aquisição dos filmes pode ser feita através da loja virtual http://www.faganello.com/ .
Fica aí a dica !!!!
terça-feira, 13 de abril de 2010
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Movie yourself
Música e cinema. Essa é a bela mistura que está sendo feita pela Insecta Produções nessa 2ª edição do Floripa Noise, festival dedicado à música independente, e que neste ano também está trazendo filmes e lançamentos do circuito "faça você mesmo". Começa dia 13, sexta feira sem lua cheia, infelizmente, e vai até o dia 21. Cada noite em um lugar diferente da ilha. A programação detalhada você pode ver aqui.
É no meio desse "barulho" todo que vamos ter a chance de ver, no domingo, dia 15, o "Guidable - a verdadeira história do Ratos de Porão", documentário de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, lançado este ano. Para quem não sabe, o Ratos de Porão foi uma banda brasileira de hardcore que teve grande influência na cena musical. O filme vai ser exibido no John Bull Pub, na Lagoa da Conceição, e começa às 20 horas. A entrada para assistir o filme é gratuita, mas quem chega depois das 22 horas, quando então começam a tocar as bandas, tem que desembolsar quinzão!!!
No dia 16 terá uma seleção do cineclube Plasticine que irá acontecer no Espaço Cultural Sol da Terra, na Lagoa da Conceição. E sem perder o folego, no dia 19, no De Luxe Studio, no centro da cidade, vai rolar a "Mostra Gore" de Peter Baierstorf e Gurcius Gewder.
Toda a programação de cinema será sempre às 20 horas.
EXTRA! EXTRA! O primeiro e o último dia do Floripa Noise foram cancelados. Os motivos???? Clique aqui.
por Dani Pacheco
É no meio desse "barulho" todo que vamos ter a chance de ver, no domingo, dia 15, o "Guidable - a verdadeira história do Ratos de Porão", documentário de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, lançado este ano. Para quem não sabe, o Ratos de Porão foi uma banda brasileira de hardcore que teve grande influência na cena musical. O filme vai ser exibido no John Bull Pub, na Lagoa da Conceição, e começa às 20 horas. A entrada para assistir o filme é gratuita, mas quem chega depois das 22 horas, quando então começam a tocar as bandas, tem que desembolsar quinzão!!!
No dia 16 terá uma seleção do cineclube Plasticine que irá acontecer no Espaço Cultural Sol da Terra, na Lagoa da Conceição. E sem perder o folego, no dia 19, no De Luxe Studio, no centro da cidade, vai rolar a "Mostra Gore" de Peter Baierstorf e Gurcius Gewder.
Toda a programação de cinema será sempre às 20 horas.
EXTRA! EXTRA! O primeiro e o último dia do Floripa Noise foram cancelados. Os motivos???? Clique aqui.
por Dani Pacheco
Marcadores:
Cineclube Plasticine,
eventos,
Florianópolis,
Gurcius Gewder,
Insecta Produções,
Música,
Peter Baiestorf
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Oito doses de conhaque
Quase 50 horas de gravação, 4 dias de labuta intensa e “muitas” doses de “conhaque”, na verdade um chazinho artificial. Esse é o filme do roteirista e diretor Breno Turnes, acadêmico na finaleira do Curso de Cinema da Universidade do Sul de Santa Catarina, vulgo UNISUL. O filme? Oito doses de conhaque, seu trabalho de conclusão de curso.
Com um orçamento na média de R$ 3.000,00, Breno gravou a estória de um cineasta, Lázaro, falido e f.... que, ao resolver filmar uma história de amor (depois de muito filme de putaria), se mete com um bixeiro capitalizador de recursos e que se acha no direito de apitar sobre o roteiro.
O filme (do Breno) tem como referência o “Medo e Delírio” (Terry Gilliam) e “O Lutador” (Darren Aronofsky). Mas a estética de muitas cenas são linchynianas, como se ve quando um Matusalém (Renato Turnes), com um ar de Nosferatu, sai lentamente de baixo da cama para povoar os pesadelos do casal (Milena & Lázaro) . A cena é toda gravada de cima e o efeito é transtornador.
Utilizando equipamento de ponta e lente de 35 mm, Breno contou com a parceria de amigos que abraçaram a causa com ele. O diretor é, inclusive, o primeiro a dizer que “talvez, se tivesse ganhado algum edital, não teria equipamentos tão bons quanto os que conseguiu”. Saí convencida: o importante é ter amigos. E paixão logicamente. Amigos e companheiros de batalha, pois a grande maioria que estava lá já desenvolveu alguns projetos juntos.
Acompanhei durante três dos 4 dias de gravação, e posso dizer que é admirável a garra e profissionalismo da galera. O respeito ao silêncio no momento das gravações, alimentação diária para cerca de 20 pessoas que estavam no set, horários religiosamente marcados, planejamento constante, transporte para toda a equipe. Tudo na camaradagem, o que em nenhum momento tirou a seriedade do trabalho.
Talvez não tão sério mas bastante profundo, foi o baita corte que a atriz Julie Cristie, que interpretava Milena, levou na hora da sua “morte”. Resultado: sangue para tudo quanto é lado e 10 pontos. É ...até isso foi sério. Na hora teve gente vibrando com o realismo da cena. Realmente era tudo verdade!
Agora Breno entrou na fase de edição e a primeira exibição do filme deve ocorrer no dia 4 de dezembro, na 2ª edição do Fita Crepe de Ouro, evento da própria Unisul.
Depois disso, Breno pretende lançar o filme numa festa, com a banda responsável pela trilha sonora tocando. No mais, é divulgar o filme pela internet, com venda de DVD e correr atrás dos festivais de cinema.
por Dani Pacheco
Com um orçamento na média de R$ 3.000,00, Breno gravou a estória de um cineasta, Lázaro, falido e f.... que, ao resolver filmar uma história de amor (depois de muito filme de putaria), se mete com um bixeiro capitalizador de recursos e que se acha no direito de apitar sobre o roteiro.
O filme (do Breno) tem como referência o “Medo e Delírio” (Terry Gilliam) e “O Lutador” (Darren Aronofsky). Mas a estética de muitas cenas são linchynianas, como se ve quando um Matusalém (Renato Turnes), com um ar de Nosferatu, sai lentamente de baixo da cama para povoar os pesadelos do casal (Milena & Lázaro) . A cena é toda gravada de cima e o efeito é transtornador.
Utilizando equipamento de ponta e lente de 35 mm, Breno contou com a parceria de amigos que abraçaram a causa com ele. O diretor é, inclusive, o primeiro a dizer que “talvez, se tivesse ganhado algum edital, não teria equipamentos tão bons quanto os que conseguiu”. Saí convencida: o importante é ter amigos. E paixão logicamente. Amigos e companheiros de batalha, pois a grande maioria que estava lá já desenvolveu alguns projetos juntos.
Acompanhei durante três dos 4 dias de gravação, e posso dizer que é admirável a garra e profissionalismo da galera. O respeito ao silêncio no momento das gravações, alimentação diária para cerca de 20 pessoas que estavam no set, horários religiosamente marcados, planejamento constante, transporte para toda a equipe. Tudo na camaradagem, o que em nenhum momento tirou a seriedade do trabalho.
Talvez não tão sério mas bastante profundo, foi o baita corte que a atriz Julie Cristie, que interpretava Milena, levou na hora da sua “morte”. Resultado: sangue para tudo quanto é lado e 10 pontos. É ...até isso foi sério. Na hora teve gente vibrando com o realismo da cena. Realmente era tudo verdade!
Agora Breno entrou na fase de edição e a primeira exibição do filme deve ocorrer no dia 4 de dezembro, na 2ª edição do Fita Crepe de Ouro, evento da própria Unisul.
Depois disso, Breno pretende lançar o filme numa festa, com a banda responsável pela trilha sonora tocando. No mais, é divulgar o filme pela internet, com venda de DVD e correr atrás dos festivais de cinema.
por Dani Pacheco
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Crônica de uma produção independente
Dia de produção é assim, correria, vou de voule. Chama a amiga da irmã, cadela da vovó, até primo distante para fazer figuração. Os atores são todos iniciantes, colegas que divulgam seu nome por um almoço e jantar. E quem fornece esse almoço e jantar é o patrocínio, aquele tão suado que aparece nos agradecimentos dos créditos finais. E pra chegar lá não é fácil. Cinema independente por aqui depende de muitas coisas. É projeto pra mais de dez anos. Viver disso: pode tirar seu cavalinho da chuva. São leis de apoio que não apóiam em nada, e quando apóiam, apóiam pouquinhoinhoinho. Ênfase para pouco: a verba é sempre curta para fazer um curta. Na maioria das vezes, tem que estar preparado para tirar dinheiro do bolso. Desde a gasolina do transporte aos equipamentos. Ah, os equipamentos! Coisa cara é aluguel de câmera, steadicam, spotlight. E os efeitos da iluminação é responsabilidade do papel machê. Toda a paleta de cores que uma papelaria pode te oferecer. Dia de gravação: frio na barriga de todos. A câmera, por menos que seja o destino da gravação, sempre intimida. Corta, faz, refaz, refaz, refaz. Atores iniciantes, lembram? Cavalo dado não se olha os dentes. Depois das gravações é que começa. Sim, edição. Corta, cola, corta, cola, corta, corrige, cola. O trabalho do editor é digno de admiração. Aliais, todos os trabalhadores do meio cultural são dignos de admiração. Pena que todo mundo esquece essa admiração. E a remuneração.
Marcadores:
cinema independente,
crônica,
dia à dia da produção,
produção independente
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Tá bombando
Que não seja o preço da entrada que te impeça de ver filmes nesta primeira quinzena do mês !!!
Como parte da comemoração do ano da França no Brasil, o Serviço Social do Comércio, está com a Mostra de Cinema Francês Contemporâneo. As apresentações, que começaram no dia 3 e vão até o dia 10 deste mês, estão ocorrendo sempre às 20 horas no SESC/Prainha e, para a alegria do povo, são de graça.
Do dia 9 a 14 de novembro vai rolar a terceira edição da Semana de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento ocorre na própria UFSC, tendo na programação mini-cursos, palestras, debates, lançamento de livro e, logicamente, apresentação de filmes. Faz também parte da programação a Mostra de Cinema Japonês em película (16 mm). Essa, porém, será na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, todos os dias, às 20 horas. Todo o evento, inclusive os mini-cursos, é gratuito e aberto ao público.
por Dani Pacheco
Como parte da comemoração do ano da França no Brasil, o Serviço Social do Comércio, está com a Mostra de Cinema Francês Contemporâneo. As apresentações, que começaram no dia 3 e vão até o dia 10 deste mês, estão ocorrendo sempre às 20 horas no SESC/Prainha e, para a alegria do povo, são de graça.
Do dia 9 a 14 de novembro vai rolar a terceira edição da Semana de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento ocorre na própria UFSC, tendo na programação mini-cursos, palestras, debates, lançamento de livro e, logicamente, apresentação de filmes. Faz também parte da programação a Mostra de Cinema Japonês em película (16 mm). Essa, porém, será na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, todos os dias, às 20 horas. Todo o evento, inclusive os mini-cursos, é gratuito e aberto ao público.
por Dani Pacheco
Marcadores:
Cinema Francês,
Cinema japônes,
eventos,
Florianópolis,
Semana de Cinema da UFSC,
UFSC
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Gurcius Gewdner e a produção no Cinema Independente
Além disso, o criativo desenhista é dono de sua própria produtora, a Bulhorgia Produções e de uma loja de cultura independente no centro da cidade, com roupas, produtos, cd's e lp's, livros e principalmente filmes do descolado cenário independente. A loja é bem conhecida entre os pós-modernistas da cidade e vale a pena ser visitada:
www.cerebro.bulhorgia.com.br
Macé Di Bernardi e a direção de arte no Cinema Independente
A direção de arte enfim se deu conta pela prestigiada Maria Célia Di Bernardi, que nos cedeu uma entrevista exclusiva sobre a sua vasta experiência em produções independentes.
COMO FOI SUA EXPERIÊNCIA NA DIREÇÃO DE ARTE DO CURTA “SE EU MORRESSE AMANHÔ?
Somando dezoito produções em todas as bitolas e metragens, cada trabalho oferece uma nova possibilidade de compartilhar ou trocar idéias e experiências, estimulando pesquisa constante.
Ter participado como diretora de arte, da realização do curta 35 mm de Ricardo Weschenfelder “Se eu Morresse Amanhã” trouxe um desafio especial. Pela primeira vez em Santa Catarina foi utilizado o equipamento 2K de altíssima resolução, exigindo grande cuidado com detalhes de cenografia, figurino e maquiagem.
O entrosamento da equipe tornou fluentes e prazerosos os processos de preparação, pré-produção e filmagem.
A direção de RW desde a análise técnica do roteiro indicando diretrizes para a preparação da arte, deu liberdade e confiança para produzir com segurança e autonomia, motivando-me dedicação aos mínimos detalhes.
Produzir cenários, figurinos, objetos facilitando aos atores a melhor condição para viver suas personagens. Investigar texturas e formas e a partir da paleta de cores escolhida, oferecer à fotografia condições de explorar detalhes, profundidades e shoots , facilitando as melhores composições de quadro.
O QUE ACHA DO CENÁRIO ATUAL DO CINEMA INDEPENDENTE CATARINENSE?
Santa Catarina, comparando-se aos estados do sul teve até a criação e regulamentação da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (cabe dizer,exigida e articulada pela classe cinematográfica primordialmente) produção bastante incipiente em relação à quantidade.
A criação da Associação Cultural Cinemateca Catarinense, a persistência nos objetivos, perseverança de seus fundadores Zeca Pires, Norberto Depizollatti, Maria Emília de Azevedo, entre outros, aglutinou produtores, realizadores e aficionados. A sucessão de Presidências , Daniel Izidoro e minha própria, realizando Oficinas de Cinema, abrindo espaços de relação com as produtoras comerciais, intensificando o contato com a UFSC e Unisul, culminaram com o primeiro curso superior em Santa Catarina , de Cinema e Vídeo na Unisul, sob coordenação de Zeca Pires e Chico Faganelo. Posteriormente o Curso de Cinema na Ufsc, especialmentepela determinada atuação de Mauro Pommer , provocaram produzir e pensar cinema, estimularam a produção.
O FAM, através de Antônio Celso colocou o Estado no cenário dos festivais de cinema, com suas mostras, oficinas e discussões sobre produção e distribuição.
Atualmente, temos um considerável e respeitado corpo de diretores, criação e de técnicos, um sindicato emergindo. Permitimo-nos ousadias maiores em termos de tecnologia, de produção, captação de imagem, e finalização.
Estamos realizando, embora tenhamos muito mais a fazer. Captação de recursos deixa a desejar pela pouca valorização aos nossos bons filmes. Metas a alcançar.
COMO SE DÁ A DIREÇÃO DE ARTE NAS PRODUÇÕES INDEPENDENTES?
Apesar de não ser a melhor forma de trabalhar, orçamentos baixos não me assustam. Quanto menos recursos financeiros, maiores exercícios de criatividade. Muito mais trabalho, também. Maior o desafio.
Procuro reunir uma equipe mais partícipe, aberta a investigações criativas, com conhecimento de sua área. Parceiros comprometidos com o projeto e com seu fazer, enquanto persigo a adequação ao binômio estética/narrativa.
Qual seja a linguagem entendo que a arte deve ser sutil. Quem deve brilhar é a personagem.
Marcadores:
direção de arte,
Entrevista,
produção independente,
Se eu morresse amanhã
Assinar:
Postagens (Atom)

