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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Gurcius Gewdner e a produção no Cinema Independente

"Meu interesse por fazer filmes partiu da música. Poder realizar um filme com a música da sua banda hoje é extremamente fácil. Já minha paixão pelos filmes vêm desde pequeno; era vidrado em monstros, tantos nos reais animais quanto nos fictícios. E de monstros pra filmes de terror é um pulo. Aí veio o interesse por diretores fodões,principalmente os brasileiros" relata Gurcius Gewdner,diretor e produtor de seus próprios filmes.

"Tenho uma dificuldade em ver o cenário do cinema independente local. Acredito que ele não existe porque além de estar tudo ligado, eu por exemplo tenho parceria com outras produtoras independentes, como a Canibal Filmes e a Black Vomit Filmes. Você pode realizar a sua produção em qualquer lugar, sem ter necessariamente a relação com o local em que foi gravada, por isso que é chamado de produção independente".

Além disso, o criativo desenhista é dono de sua própria produtora, a Bulhorgia Produções e de uma loja de cultura independente no centro da cidade, com roupas, produtos, cd's e lp's, livros e principalmente filmes do descolado cenário independente. A loja é bem conhecida entre os pós-modernistas da cidade e vale a pena ser visitada:
www.cerebro.bulhorgia.com.br

sábado, 17 de outubro de 2009

Trash catarinense na Babilônia


Tá acontecendo em São Paulo, de 13 a 18 de outubro, o Ciclo de Cinema Independente Brasileiro, no Cine Olido, com ingressos a R$1,00 a inteira e R$0,50 a meia. Quem está por lá debatendo a cenda independente e apresentando seu novo filme "Ninguém deve morrer" é o cineasta Peter Baiestorf, catarinense de Palmitos.

Adepto do cinema mais que trash, criador e mentor intelectual da Canibal Filmes, Baiestorf, precursor do cinema independente catarinense, sofre influências de diretores como John Waters, George Kuchar e José Mojica Marins.

Criador da estética Kanibaru Sinema, que defende filmes feitos de qualquer jeito e com zero de orçamento,Baiestorf é o responsável pelo "Manifesto Canibal", texto escrito em parceria com César Sousa e que define os alicerces da estética Kanibaru.

Não espere lindas histórias de amor de uma pessoa que tem filmes com nome de "Arrombada: vou mijar na porra do seu túmulo!!!" (2007) e "Vadias do Sexo Sangrento"(2008). Em "Ningúém deve morrer", que foi lançado em Curitiba no dia 9 de outubro, é contada a história de um fazendeiro do oeste catarinense que anda atrás de um peão para matar porque o infeliz não quis "comer" uma vaca em um de seus filmes de zoofilia.

Não encontrei o trailer do novo filme, mas abaixo segue o trailer do "Eles comem sua carne"(1996) para você ver o estilo do cara, que sempre usa uns sons pesados, tipo hardcore e death metal nas trilhas sonoras. Também vale a pena conferir o artigo do Roberto Marcelo Caresia, do site Boca do Inferno que traça um panorama e sínteses de alguns dos filmes do Baiestorf. Haja estômago!!!





                                                                                                                      por Dani Pacheco